segunda-feira, 16 de julho de 2007

A Carteira - Parte III

Estava nervoso roendo as unhas...
Olhei a televisão fixamente, nem piscava.

Pois é o carro estava ali.
Tudo acontecendo como deveria.
Mas,
Boom......
O Motorista avançou o sinal,
O Motorista não me obedeceu.
Fiquei ali parado chocado com a cena.
Os repórteres da televisão estavam ali.
Todos falando do acidente.
Eu não estava escutando praticamente nada.
O choque de ver novamente a cena.
Tudo acontecendo novamente.

Sentei no sofá, não me agüentava em pé.
Minha cabeça não parava de pensar o que eu deveria fazer agora.
Só escutava no fundo a televisão.

Os gritos das pessoas, os choros, as lagrimas.
Tudo estava passando na minha cabeça.
Tinha que ter um jeito de evitar tudo novamente.
Tinha, tinha.
Cai no choro, eu vi tudo acontecer, eu vi
e não fiz nada...
Nada, nada.

Novamente a sensação estranha.
Tudo girava, estava girando novamente.
Aquela força que me puxava,
Para todos os lados, a escuridão.
Eu sabia o que estava acontecendo.
Eu sabia, sabia. Ai veio a escuridão.
Tudo ficou escuro.

Abri os olhos, sabia o que estava vendo.
Aquela rua, aquela carteira,
tudo novamente.
Será que é desta vez?
Sim Vai ser sim.......

Corri peguei a carteira coloquei a mão nos bolsos, lá estava à fita e o papel.
Fui para casa, amanha seria O Dia.
Dormi

Quando acordei, me vesti, corri para onde o secretário estava,
Tentei passar pelos guardas mais não deu, ai abri o jogo, com o mesmo que tinha me segurado na outra vez.
Falei o que tinha falado da outra vez, fui até a mesma sala, falei as mesmas coisas, e no que deu?
O secretario veio até mim, e ao invés de fazer com que ele se convencesse eu só o mostrei a fita,
Ele se convenceu na hora, olhou para o motorista, com uma cara de mau gosto, mandou o prender, tudo estava acontecendo, tão simples, tão fácil.
Achei que seria mais difícil.

Levaram o segurança para uma cela e foram o interrogar,
Enquanto isso eu conversava com o Secretario.
Expliquei só para ele, sobre tudo o que tinha acontecido, à volta no tempo... Etc...
até que ele aceitou na boa.
Estranho eu achei, mas fazer o que?

O dia do acidente havia chegado,
O Secretario resolveu não ir para o Aeroporto,
O Tempo foi passando,
A Hora foi chegando,
E eu observando, eu e o secretario estávamos lá na rua, do acidente,
observando,
só para ver o que iria acontecer agora.

tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac,
O Barulho do relógio agora me incomodava,
Não escutava nem os carros passarem,
Só o relógio bater,

Tic, tac, tic.....
A hora chegou visualizamos um carro,
não era um carro
era o carro
Estava vindo,
Mas não estava rápido,
Não estava, descontrolado.
Simplesmente passou na nossa frente, devagar cauteloso, silencioso.

Uma pergunta em minha cabeça !
O Porquê?
Olhei para o secretario,
Ele olhou para mim.
Não sabia o que dizer.

O secretario me levou até sua casa.
La ele quis conversar comigo, ele sabia que eu não o queria prejudicar, por isso não me levou para a delegacia,
Passados 10 min. onde eu e ele estávamos esclarecendo tudo,
o Telefone toca.
.............................................................................
CONTINUA

Um comentário:

Gustavo Campos disse...

Boa noite, aqui é Gustavo Campos da SFS Ônibus, venho aqui parabenizar o belo trabalho e boa criatividade do senhor. Venho aqui dizer que está de Parabéns mesmo! E que esse trabalho saia ao mundo como exemplo!
Abraço.

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