quarta-feira, 2 de abril de 2008

O Garoto

Talvez um garoto, que tenha sonhos, tenha vontades, desejos, satisfações, paixões.
Talvez um moleque, que goste de correr, brincar, pular, se molhar, suar.
Quem sabe um menino que um dia sonhou em ser alguém normal, talvez em uma época muito distante, em uma época ingênua, uma época sem medo.
Sem aquilo que todos temos talvez iríamos ser felizes, talvez eu seria feliz.
Tenho medo de uma simples palavra, tenho medo do som dela, não me atrevo a falar nem mesmo quando estou só, nem mesmo quando sonho.
Uma justiça imperfeita que para muitos é sem defeitos e para poucos um carrasco, que corta fundo, penetra na alma, que leva os sonhos para um tumulo distante e profundo, alguns o cavam, ficam anos atrás da alma levada, mas poucos chegam a reencontra - lá.
Felicidade, que muitos buscam e poucos um dia possuirão em suas mãos, mãos que por sua vez estão cheias de calos, sangrando, trabalharam duro e agora relaxam sobre um colo macio e desfrutam a felicidade alcançada.
Como um jogo de vai-e-vem, sofremos, amamos, choramos, sorrimos, a dor é passageira, porem quando vem, a profundidade com que ataca é quase letal, poucas conseguem prosseguir depois dela é como um furacão que destrói as casas e poucos tem o dinheiro para a reconstrução dos alicerces de cimento.
Não há como negar, que todos foram infelizes um dia, o que nos leva sempre a duas escolhas, cavar a cova até reencontrar a alma ou mudar nossas vontades se adaptar a sociedade, viver conforme a lei defeituosas e viver a vida por viver sem a necessidade de sorrir.

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