quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Domingo - Parte III ( Final )

"Onde você está? Vou até ai então!"
- Mensagem Enviada -
Que saco, estava ficando puto já com a situação,
Não estava mais agüentando!
Levantei e peguei um copo de água, a mãe estava me enchendo o saco, por ainda estar deitado.
Não dei bola, estava mais stressado com outra coisa.

Voltei ao quarto, 10 mensagens... !
Meu o que é isso são todas dele.

1º Estou na rua da praça, você vai-me ver quando chegar lá.
2º Me ajuda, 3º Me ajuda, 4º Me ajuda, 5º Me ajuda, 6º Me ajuda, 7º Me ajuda, 8º Me ajuda, 9º Me ajuda, 10º Me ajuda, por favor.

Fiquei muito assustado, da cama dei um pulo,
Minha mãe lá do quarto, estava falando algo comigo, não prestei atenção.
Fui ao banheiro arrumar o cabelo, algo estava me incomodando, o que ele queria?
Estava com medo do que poderia acontecer, do que poderia estar a minha espera nos próximos instantes.

Dei tchau para a mãe que perguntou aonde iria, só disse que já voltava.
Peguei a chave abri o portão e na corrida sai,
Chegando perto da praça,
Uma multidão ali, o que seria tudo aquilo?
Gente, e mais gente, de todos os lados, enchiam a praça.
Fui empurrando todos, passando, pulando, cheguei ao centro

Um Suspiro fundo, o coração acelerado, o sangue congelou,
A respiração parou, o desespero surgiu, uma lágrima rolou,
Porém alguém me segurou alguém "lá de cima", pois ia cair.
Olhei para todos os lados, todos os lados, não o via.

"Cadê você?" - Mensagem enviada -
- Mensagem Recebida -" Aqui, me ajuda, olha no centro"

Não podia ser verdade o que eu via, pois ali no centro,
Não, não, não, não, ali no centro, ali no centro.
Não podia ser verdade, não, não, não.
Estava ficando louco, eu, estava sim.
Não era verdade, não, não era.

Ali no centro, no centro da multidão,
O que tinha ali, uma cena inexplicável.
O que estava acontecendo era inexplicável.
Ali havia apenas, um retorcido de ferro,
rodas, sangue, gente chorando, um carro havia se acidentado.
Ao fundo uma sirene, agora sim, uma sirene de verdade.
Ninguém iria sair vivo dali.

Corri, corri no centro, abaixei-me,
No banco traseiro, ali, meu amigo,
Desacordado, sangrando,
Meu celular vibra,
"Me ajuda"

O que, só podia ser brincadeira, não é verdade,
alguém esta tirando uma comigo,
Liguei, começou a tocar, o som, vinha do carro, vinha de dentro do carro.
Vinha do bolso dele.

Entrei no carro, soltei seu cinto, vi se não estava machucado muito, apenas um corte na cabeça,
Alguns aranhões na perna e braços, nada grave, porem desacordado.
Lá fora já, perto da multidão, a ambulância chegando, os paramédicos afastando todos,
chegaram onde estava, porem antes, porem quando tudo estava se estabilizando.
Um grande barulho, uma grande luz, um grande calor, correria, gritos.
Senti algo bater na minha cabeça, e desmaiei.
O carro tinha explodido.

Acordei no hospital,
Levantei, fui à recepção ver se meu amigo estava ali também.
Ele estava na UTI, fiquei assustado, corri, corri.
No quarto o médico estava, perguntei se ele iria ficar bem.
"Sim ele só esta na UTI, pelo ferimento na cabeça, mas é só mais por Observação. "
Aliviado, mais ainda sem entender. sentei no lado dele.
O médico saiu.
uma palavra
apenas uma palavra, ele me disse.
"Obrigado"

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Moral: Não lembre dos amigos apenas nas horas de desespero, apenas nas horas que você bem entender, amigo é amigo, para todas as horas e momentos, segredos e tolices.
Ter um amigo, um amigo de verdade é muito difícil, difícil de se encontrar,
Se você o achou de valor a ele, pois se não der, pode ser que ele não vá te salvar.

Um comentário:

Anônimo disse...

q lindo rony
amei ....=D
bjux
lilibeth

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