Uma vez um menino, queria viajar, andar pelo Brasil inteiro,
Estava sem grana, sem um parceiro(para a viagem), sem família,
Ele era sozinho, morava sozinho, era totalmente solitário.
Mas ele não ficava triste, sempre estava com um sorriso no rosto,
Não desistia facilmente de seus ideais, lutava até os conseguir,
Geralmente demorava muito tempo, mas ele não desistia.
Aquele menino, agora não pensava em outra coisa se não na viajem.
Olhava cartões postais, se imaginava naqueles lugares.
Seus olhos brilhavam, seu corpo tremia, era tudo o que ele queria.
Ele vivia pedindo ajuda para seus vizinhos, para poder comer.
Não tinha luz em casa, nem água, nada.
O Pobre menino, era mais um no meio da multidão.
Ele até seria mais um na multidão, se não fosse por sua força de vontade.
Era tão grande que ele nunca ficava triste, só pensava em coisas boas.
Se algo não desse certo, ele tentaria até conseguir.
Um dia andando pela rua, viu ao longe, alguém andando, era um magnata,
Chique, paletó, gravada, maleta, tudo o que um empresário tem direito,
Ele ficou ali observando a pessoa, por uns instantes, até que a pessoa foi assaltada.
Desesperado o menino saiu correndo atrás do assaltante, nunca havia corrido tanto.
Passou pelo Magnata, e ao longe viu o bandido virando a esquina,
Correu, correu tanto, chegou à esquina, nada, não havia nada, nenhum ladrão.
Voltou, viu o magnata no mesmo lugar com o celular na mão, provável que estava com a policia,
Chegou perto do senhor e disse que tentou, mas não conseguiu alcançar.
O Magnata, olhou para ele e perguntou, onde você mora?
Ele levou o senhor até a casa miúda de madeira, sem água, sem energia, sem família.
Por um breve momento fez se um silencio absoluto, apenas os carros na via principal.
Por que você correu atrás do bandido que me roubou? Ele o perguntou.
o Menino o olhou, seu rosto era de uma criança inocente, mas decidida.
Ele lhe respondeu, Só queria ajudar o Senhor não gosto de pessoas que roubam.
O Menino voltou a olhar sua casa, um ar de desanimo agora o pegou de jeito.
o Senhor disse muito obrigado a ele, e então foi saindo, o menino entrando,
À noite caindo, o frio chegando, a serração abaixando, os cachorros uivando,
As luzes se apagando, os postes se acendendo, era à noite começando.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
A Noite - Parte I
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